segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Cirurgia Bariátrica com Nutrição

Sempre fazer acompanhamento com o médico, nutricionista e psicólogo!


A obesidade é considerada uma epidemia e afeta mais de 400 milhões de pessoas no mundo. É caracterizada por estado inflamatório crônico que diminui tanto a capacidade imunológica quanto metabólica, além de cursar com hipercoagulabilidade e resistência à insulina.


A cirurgia bariátrica pode ser com ou sem restrição. As necessidades nutricionais variam dependendo do grau de restrição e de malabsorção causada pela cirurgia e também da área do intestino do paciente.

A maioria dos pacientes que sofrem essa cirurgia tem um grande risco de desenvolver deficiência de ferro, vitamina B12, folato (que este não é muito comum, mas pode ocorrer quando há baixa ingestão associada) e cálcio. Isso porque é no estomago que temos grande parte de conversão do ferro para melhor digestão e é no intestino (duodeno) onde absorvemos. A absorção das vitaminas e dos minerais ficam muito prejudicadas.

Modificações na dieta de quem faz a cirurgia:

Uma dieta sempre líquida no inicio, vale lembrar que de 1,5L da capacidade normal do estomago é reduzido para 20 a 30ml (conteúdo de um copinho de café) assim a pessoa se vê obrigada a comer pouco e mastigar bem os alimentos. Sempre atentar a síndrome de Dumping. Duas semanas após a cirurgia pode-se iniciar alimentos pastosos, e após um mês uma dieta leve. Náuseas e vômitos são geralmente causadas por superalimentação ou pela deglutição de fragmentos maiores de alimento. A desidratação é muito comum após o procedimento cirúrgico e é atribuída principalmente à baixa ingestão de líquidos. Vômito e diarreia podem  exacerbar a desidratação. Como os pacientes não podem ingerir grande quantidade de líquidos, deve-se estimular a ingestão de pequenas quantidades com maior freqüência.

Síndrome de Dumping

Com o estomago reduzido de tamanho não se deve comer a mesma quantidade do que comiam antes, pois o estomago não irá suportar, esvaziará rápido demais, chegará ao intestino de forma muito rápida. Então o organismo tem uma resposta fisiológica aos açúcares simples (carboidratos) quando ocorre uma alimentação em excesso que se caracteriza por tremor, sudorese (suor), sensação de mal estar, taquicardia e, muitas vezes, intensa diarreia. Isso decorre do poder osmótico dos açúcares simples além da liberação de insulina podendo causar hipoglicemia certa hora após a alimentação.

O grande problema é que se opera o estômago, não a cabeça


Muitas pessoas voltam a engordar após a cirurgia, mas o por quê?
Bom, todo tratamento principalmente o cirúrgico, necessita de uma mudança ao estilo de vida e de hábitos alimentares. Muitas pessoas começam a abusar de produtos muito calóricos e descobrem que alimentos líquidos, pastosos como sorvete, leite condensado, pudim, amendoim,  bebidas doces ou alcoólicas, passam pelo estomago reduzindo o desconforto, porém pode causar grandes complicações; e da mais resultante disso é o aumento do volume do estomago de 20ml pra 200ml e a costura interna da cirurgia romper, causando danos e risco a saúde.


Quem corre mais risco de engordar após a cirurgia:
  1. pessoas com hábitos de beliscar
  2. compulsivos por doces
  3. costume de ingerir álcool e refrigerante
Manter o peso após a cirurgia de forma saudável, como fazer?

É muito simples, e necessita de força de vontade.
Mudança na dieta é o principal fator, uma dieta rica em fibras, vitaminas e minerais  e praticar atividade física (mesmo que seja uma caminhada leve por 30 minutos para começar).
Fracionar bem as refeições (2 em 2 horas - 8 refeições diárias) em qualidade e observar também a quantidade (Consulte um Nutricionista para sua melhor recuperação).

Regina Reis


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